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Marcar o Tempo.. Fragmentos

NOV20
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Estou aqui, com um gato que não é meu.

 

Ás 17h23 do dia 08/06/2014

 

Sabendo que deveria terminar as últimas páginas do TCC da faculdade.

No quintal, com o notebook no chão e sentada no tapete que estava no quarto.

 

O gato siamês ainda brinca com as cordinhas soltas da rede sem uso, pendurada na parede.

 

Três livros para o trabalho está ao meu lado, com páginas marcadas por papéis e outras anotações.

 

No note duas janelas abertas no navegador, mas apenas uma (a que está minimizada) com sites de pesquisa abertos para o trabalho.

 

Essa sensação de descanso, como se o tempo estivesse parado são tão significantes para mim quanto aqueles em que sentimos que estamos realmente vivos.

 

As minhas sensações são apenas minhas, e a cada um, um sentimento diferente referente as suas memórias.

 

As minhas.... São de completo desespero e falta de ânimo...

 

Demorei um minuto para continuar a escrever. As vozes dos vizinhos do prédio ao lado ecoam como se estivessem do meu lado. Quase como se soubesse que estou aqui, relatando tudo.

 

Não sei ao certo o porquê, mas sempre gostei de marcar o tempo.

 

Digo, o porquê de marcar o tempo, talvez eu queira me lembrar o que eu sentia em tal momento, e a diferença para o hoje, o agora.

 

Eu acho que sempre fiz isso, me lembro que quando pequena, marquei o contorno da minha mão num caderno de escola (que eu sempre usei para desenhar-q) e escrevi o que estava fazendo, onde estava, o nome do CD e a faixa que estava sendo tocada, as horas e o dia.... Eu sei que esse tempo não vai voltar.

 

“Mas pelo menos, os fragmentos dele eu poderei ter.”

 

Está entardecendo, o céu está com um azul um pouco mais escuro atrás de mim com cores em vermelho/rosa no fim. Na minha frente, um azul mais claro, eu certamente não entendo muito bem como escrever isso.

 

“Fragmentos…”

 

Ouço duas músicas simultaneamente, um parece vir um pouco mais atrás de mim, música brega… Á frente… Me lembra aquelas músicas antigas infantis que tocavam em programas para crianças com as loiras apresentadoras.

 

A primeira música parou... E começou a tocar um.... funk.

 

É, realmente, minha trilha sonora hoje está horrível… Mas, isso é questão de gosto…. E senso.

 

17h38

 

Seria interessante se eu pudesse ter fragmentos de um tempo bom meu para se lembrar quando eu tiver um pouco mais velha. De como eu pensava, de como eu era.

 

Talvez está seja o primeiro pensamento que tive quando quis fazer algo na internet… blogs, flogs…

 

Tudo começou em 2007 com um blog.

 

O gato está deitado do lado do note, olhando para meu dedos enquanto digito.

 

Foi uma postagem com um poema sobre amizade, sim, naquele tempo, eu com 12 anos

na 7ª série, estava muito feliz com os amigos que tinha, com aquele tempo.

 

A URL do blog era uma junção do meu nome com a palavra bruxa em inglês por conta das HQs que eu amava ler da W.I.T.C.H da Editora Abril.

 

Em 2006, amava entrar no site delas e fazer aquelas enquetes… ou pegar um monte de imagens bonitinhas e guardar no… disquete (!) ehehe… Depois me deram um monte de CD e logo após dois Pen Drives.

 

O gato está deitado no mesmo tapete que eu estou sentada. O tempo está mais escuro, eu quase não enxergo as teclas.

 

Mas o bom do note é que podemos abaixar um pouco a tela para iluminar o teclado.

 

Eu fiz isso.

 

No final de 2007 ou começo de 2008 eu fiz outro blog.. Eu simplesmente amei ele. Era um

provedor gratuito, e eu podia personalizar quase tudo nele.

 

Mas, eu fiz apenas para brincar, colocava meus desenhos, minhas criações em quadrinhos… E comentava também ehehe...

 

Eu fazia tudo naquele blog, até o papel dos comentadores.: p

 

E ria com minhas próprias brincadeiras.

 

O gato foi embora, não fui eu que expulsei. Ele é um gato folgado e também muito tranquilo, é esse o nome da coragem dele.

 

Logo depois eu descobri o Blogspot que era bem mais fácil e podia fazer muitas outras coisinhas nele. Eu sempre sonhei em fazer um site só meu para colocar minhas músicas, meus quadrinhos, minhas histórias e outras coisas…

 

O céu está roxo.. 17h51, e o gato voltou.

 

Foi naquele blog que ainda está no ar que realmente quis levar ele para um lado mais sério, ou seja, eu não faria os comentários.

 

Fiz uma despedida com um último post… E exclui o blog. Assim, tiveram muitos “comentários” falando sobre a tristeza do término daquilo, foi lindo, mas foi só para mim.

 

O botão de EXCLUIR BLOG era tão nítido que eu sempre me pegava pensando em apertar nele, só para ver, como seria.

 

Eu o fiz. E foi um sentimento só meu.

 

Nesse outro blog eu continuei postando coisas minhas e as minhas criações, aprendi a fazer umas capas para o Início e também sobre a lei de Direitos Autorais, coloquei o logo do c com a bolinha em volta nele e continuei feliz. 2008, 13 anos.

 

Na mesma época fiz um flog, era mais fácil, havia um monte de gente que via seus posts em tempo real e você conseguia amigos rápidos, amigos de verdade…. E comentários.

 

2009, 14 anos.

 

Toda tarde, quando meu pai saia para trabalhar, eu deixava meu irmãozinho dormindo no sofá e ia para o computador, fazer uma nova postagem e comentar e pesquisar novas coisas.

 

17h58… O gato está novamente atrás de mim, deitado junto com os livros que eu deveria estudar.

 

Encontrei nessa época mais um provedor para flogs, era mais legal porque havia mais recursos, também conseguia conhecer pessoas mais rápido, mas havia um período que se podia comentar nas fotos, então, era quase obrigatoriedade atualizar.

 

2010, 15 anos.

 

Até em meus escritos o tempo parece voar, enquanto falo do tempo, enquanto o tempo passa e enquanto o tempo que digito o que penso.

 

Descobri o Twitter… Me viciei.

Descobri o Tumblr… Me viciei.

Descobri vários outros sites por esse e várias outras coisas por conta de pessoas estranhas e desconhecidas, que pareciam se dar melhor comigo do que pessoas que realmente me conheciam.

 

Mas de tempo em tempo… Fui deixando… Pouco a pouco… Fui parando de escrever.

 

Muitos motivos… A maioria é porque não sabia… o que escrever, mas simplesmente porque não compreendia, as várias coisas que tinha para falar.

 

Todos os meus cadernos de escola usados para desenhar, escrever letras de músicas, desenhar histórias em quadrinhos, escrever ideias, desejos, sonhos, invenções, histórias, medos…

 

“Eu sou muitas coisas…”

 

10% restante de bateria no note.

18h05. Céu escuro, um roxo azul-cinzento escuro. Com um roxo mais claro a minha frente.

 

Levantei para entrar, tirei a rede, e vi que o gato já não estava mais no tapete, guardei a rede. Peguei meu note e o cabo de força, levei para o quarto dos meus pais, quero abrir a janela. Quero ver o céu.

 

18h09.

 

18h11

Recolhi meus livros. Chacoalhei o tapete do meu quarto e o coloquei no seu canto. Apaguei a luz, estava realmente escuro. Olhei para o céu, e foi quando vi a lua, que estava bem acima de mim. Está com um aspecto embasado…

 

Fechei a porta. E marquei o horário quando voltei.

 

Eu realmente abri a janela.. Mas, não é nada parecido com o que eu estava vendo no quintal.

 

Ela foi fechada.

 

Me lembro que em 2011 eu queria mesmo começar a publicar minhas criações com mais rigidez, mas havia parado com o blog, com os flogs, e apenas um deles ainda estava na lista.

 

Mas eu não consegui.

 

E todas as minhas criações ficaram limitadas apenas as pessoas que eu convivia. E principalmente entre eu e os cadernos.

 

Agora, eu percebo que não consigo terminar as coisas que começo, e nem sempre sei como terminar ao menos que uma coisa me force a tal. Como agora. Como um post. Como uma “tarefa” escolar.

 

“Eu sou muitos fragmentos”

 

Além de marcar o tempo, eu me marcava com fotos, e com minha voz.

 

Sempre gostei de cantar, afinal, escrever músicas veio desse gosto.

 

Em 2006 quando ganhamos um computador, me lembro de ficar horas no Gravador de Som do Windows inventando programas televisivos de entrevista ou musicais, onde os apresentadores, a plateia era feito por mim (e alguns efeitos de som que eu encontrava nas pastas escondidas do Windows) e os convidados eram sempre eu.

 

Eu fazia desenhos e animações no Power Point.

 

Não tinha internet, ela era discada, então eu só entrava quando meu pai ligava.

 

Antes, quando as Lan Houses eram importantes. Hoje… As Lan Houses funcionam mais como tiradores de xerox e impressões… A meu ver.

 

Eu também escrevia contos, mas, eu era melhor num papel nesse caso, porque sempre quis começar a desenhar logo. Eu gosto de ver minha evolução. E gostaria de ter esses desenhos e essas gravações.

 

Mas, meu pai exclui alegando que eu estava ocupando espaço de armazenamento do computador demais.

 

Eu concordo. Agora. Naquele tempo não.

 

Eu gostaria de ter tido um CD para colocar essas coisinhas. Mas foi somente em 2007 que eu havia ganho. Com muitas coisinhas minhas mas, demasiadas imagens da internet, e poucas gravações.

 

Foi nessa época que a maioria de minhas canções que eu acabava de escrever eram gravadas. Onde não se perdia o ritmo feito. Meu celular não fazia nada do que um hoje em dia faz por mim.

 

Foi em 2008 que tive um celular que além de gravar voz, também tirava foto. Era, como sempre até 2009, seminovo. Para o meu aniversário de 15 anos eu não escolhi uma festa, eu escolhi um celular. E que celular!

 

Tinha o bloco de notas que eu amo até hoje. Onde todas as minhas canções eram escritas na hora, eu não esquecia. Eu vivia grudada nele. Eu tirava fotos. Eu escutava minhas músicas favoritas. E eu gravava vídeos… E voz. Mas o computador ainda era o precursor e mais importante gravador de voz, porque o som ficava com uma qualidade bem melhor.

 

18h32

 

Todos esses arquivos… Todos apenas.. Para marcar o tempo.

 

Para marcar o meu tempo.

 

“Eu sou cada pedaço”

 

Minhas histórias em quadrinhos. Desde a primeira HQ que fiz aos 7 anos, meus personagens ficavam petrificados com a minha idade da época. Poucos personagens tinham idades diferentes da minha, mas somente quando achava que seria bem legal ter tal idade.

 

Então, marcava o ano em que eles eram feitos. Aos 10 anos, antes de fazer lição de casa, eu ficava desenhando e inventando histórias… E aqueles cadernos que ganhávamos do governo eram feitos por mim como revistas, onde eu escrevia artigos como se todos aqueles meus personagens fossem reais, e realmente, tivessem coisas para se escrever deles.

 

Aos 11 anos, eu realmente fiz isso com o caderno completo. Do começo ao fim, ele seguia apenas uma linha… Eram minhas histórias em quadrinhos com outras informações sobre o mesmo e também com as personagens. Como se fossem atrizes. Eu contava as histórias “reais” delas.

 

Houve duas edições… A primeira concluída.. E a segunda, ainda não terminada.

 

Em 2007, fiz edições (com aqueles mesmos cadernos) de enquetes. Eram revistas somente com enquetes. Eu levava para a escola e realmente fazia sucesso. Eu fazia a capa, o título, desenhava o código de barras e o preço “sugerido”. Fiz três edições, bem-feitas, meu ego diz. Mas a última eu realmente gostei do resultado, infelizmente, por uma pessoa que eu emprestei para responder e depois me devolver. Digamos, que a última parte nunca foi feita.

 

Um fragmento de minha história… Do meu tempo… Perdida.. Ou acabada.

 

"…Do meu próprio ser"

 

18h45

 

Minhas histórias em quadrinhos e os desenhos que fazia, letras de músicas e etc. Eu nunca escondi isso de ninguém.

 

Quando tinha 11 anos, pensava eu, em fazer faculdade de “desenho”. Fazer com que minhas histórias virassem animações e que fossem dubladas por mim (um personagem, claro). Ou que fossem seriados… Em que eu atuaria… Somente em 2008 fui fazer teatro… Amei.

Mas, apenas um certificado não faria muita coisa por mim.

 

Ainda…

 

Esqueci completamente do tempo, enquanto escrevo sobre o tempo, mas, especificamente, sobre o meu tempo. Vendo tudo isso… Eu compreendo o meu grande desespero sobre minha vida.

 

"…Ser de tantos fragmentos"

 

18h51…

 

Eu apresentei a última peça no último ano do ensino médio.

Eu cantei no palco naquele mesmo ano.

 

16 anos… 2011.

 

Eu consegui levar a ideia de “revista” em diante. E em 2009 eu fiz uma personagem com uma história tão minha.. Mas, que não havia muitas pretensões. Ela foi continuada em 2010, e mesmo trocando de escola, eu ainda os levava para que meus amigos pudessem ler. Foi até 2011. (Quando comecei a faculdade, não consegui continuá-las)

Eu teria que continuar a desenhar aquela história.

Eu teria que inventar uma nova, e não deixar de escrever o que vinha na cabeça quando tivesse oportunidade. Eu teria que escrever letras de músicas novas. Eu teria que fazer gravações. Eu teria que marcar o tempo.

 

É uma coisa minha. Todo ano, eu tenho que, pelo menos, inventar uma nova história, novos personagens para uma nova série. Pelo menos, uma história.

 

Todo ano eu tinha que ter letras de músicas escritas.

 

Todo ano eu tinha que ter algo novo.

 

Quando 2011 acabou, e minha vida de colegial também. Eu entrei na vida universitária achando que ainda conseguiria fazer tudo isso.

 

Eu estava… COMPLETAMENTE enganada.

 

Se eu não fosse assim tão insistente comigo mesma, eu poderia cair numa depressão. Se esse tipo de pensamento não me irritasse tanto. Fico até feliz por ser assim…

 

“Eu sou uma bagunça”

 

Em 2012, aos 17 anos, primeiro ano de faculdade. Que não era de desenho mas se juntava com tal. Eu inventei poucas histórias, talvez uma, se não me engano. Eu talvez o tenha feito para não ficar apagado aquele ano. Para ter algo em que marcar o tempo.

 

Mas confesso que… Eu não sabia como fazer uma história que não se envolvesse em escola, já que minha realidade era aquela. Eu a fiz no começo do ano porque eu me senti inspirada a tal. Mas… Ainda era complicado pensar na história sem falar dessa parte.

 

A única coisa da qual eu ainda conseguia fazer bem.. Marcar meu tempo. Marcar minha história.

 

Foi música.

 

Mas, a cada ano. 2013… 2014…

 

Isso fica mais difícil.

 

O tempo fica mais difícil.

 

Marcar MEU tempo…

 

Fica difícil.

 

Eu penso que meu tempo já não pertence mais a mim. Por conta do trabalho e faculdade que é beeem mais punk do um Ensino Médio ehehe… Eu não vivo mais para mim. Eu não faço mais meu tempo.

 

Eu não consigo marcar.

Eu percebo que… Isso é quase inevitável.

 

19h07 *u* (Me lembrei de tempos bons do Twitter, voltarei com o horário quando acontecer)

 

Em 2013, se não me engano, eu posso ter feito uma história apenas… Muitas coisas que vem na minha cabeça, a maioria continuam lá.

 

Eu sei que ainda consegui escrever músicas… Mas, este ano… Eu simplesmente posso dizer que não vivo mais por mim. Por que o tempo não está mais comigo, agora ele está contra mim. E eu corro atrás dele.

 

Eu não consigo me concentrar nas MINHAS coisas.. E se quer consigo pegar os livros que eu preciso estudar… Para estudar e terminar meu trabalho. E nem consigo fazer aqueles cursinhos que sempre marco para fazer em todo o fim de ano mas…

 

Eu marco o tempo, para fingir a mim mesma, que estou tendo controle.

 

2013. 18 anos.

 

Foi um ano feliz. Mas, não tenho muitas criações, além daquelas que faço para trabalhos de faculdade. Sim, são criações minhas, são marcações de tempo meus, e me parecem melhores quando estou planejando… Praticamente, sonhando com eles do que quando os faço.

 

Começo a me entender melhor.

 

Eu consegui em um determinado tempo daquele ano, escrever minhas invenções na hora, por conta da facilidade de acesso que eu tinha com algo para escrever, além de pensar em trabalho. Eu consegui criar uma história. Mas, não consegui terminar.

 

Eu consegui fazer menos músicas que o ano de 2012, e assim por diante.

 

2014. 19 anos.

 

Eu ainda não escrevi nenhuma música… E começo a me desesperar em pensar nesta questão. Mas, penso que não posso me forçar a tal. Para que não fique coisas forçadas e sem nexo.

 

19h19 *------------*

 

Me forçar a algo me torna comercial.

 

São como aqueles filmes clássicos que ao fazer sucesso, os “empresários” fazem sequencia. Sequências.... Quando não precisavam.

 

Eu serei eternamente experimental. Porque a cada criação quero sentir aquilo que sempre sinto quando estou inventando algo, mil pensamentos e sonhos demasiado.

Formigamentos nas mãos para que eu relate toda minha inspiração.

 

Inspiração.

 

Enquanto não consigo falar direito, essas palavras que escrevo são quase mágicas para mim.

 

Ainda sinto dor em minha língua porque queimei ontem ao comer a canjica que minha mãe havia preparado. Estava indo tudo bem porque pegava nas bordas e não estava tão quente. Até que a colher desceu um pouco a mais, levantando a canjica que estava mais quente, que foi pega mais ao fundo diretamente para minha boca.

 

Saiu umas lágrimas dos meus olhos, mas, não estava chorando, só estava quente mesmo.

 

Eu tenho muitas coisas.... Muitas coisas para contar, para fazer, para inventar... Revolucionar. E eu preciso marcar tudo isso. Olhar para trás e me sentir feliz com minha evolução.

 

E com minhas criações.

 

Mas, eu poderia chamar isso de conto? De crônica?

 

19h31..... Finalmente, vou reler tudo que escrevi.

 

Gosto de marcar o tempo, porque gosto de sentir novamente aquele sentimento e/ou sensação daquele momento que já foi meu um dia.

 

Para entender, como eu cheguei até aqui, e se estou fazendo o caminho certo.

 

Eu sei que fiz erros.

 

Gosto de marcar o tempo para não esquecer de como um dia eu já fui, de como num determinado tempo, eu pensava.

 

Gosto de marcar o tempo, porque não quero esquecer como sempre fui. Não é medo de mudança… Aliás, é uma das coisas mais legais da vida.

 

Mudar.

 

Gosto de marcar o tempo, porque gosto do tempo que passei. Eu percebi que amo o que faço. Mas também que consigo ser minha pior critica.

 

Marcar o tempo faz o tempo se petrificar somente para mim, e hoje eu quero compartilhar esse tempo... Com alguém... Com acesso à internet ehehe....

 

Esse tempo tranquilo me faz ter uma ilusão de controle. De controle do tempo. E quando tudo fica mais tranquilo, você pode pensar melhor sobre sua vida, sobre o que precisa fazer e como resolver. Eu gosto de pensar na vida… Mas, nunca na vida real exatamente. Eu gosto de inventar vidas.

Marcar o tempo são como música, sentimentos de tal canção. Ah vários.

Gosto de marcar o tempo…. Porque…. Eu não quero me esquecer.

 

De histórias…. Das minhas histórias.

 

19h55

08/06/2014

 

Notas Finais:

Comecei no bloco de notas porque sempre acho que saíram coisas rápidas, até que vira uma longa história, e no final. Edito no Office.

 

O relógio a minha frente está um minuto adiantado. Nele, 19h57, aqui, 19h56.

 

 

Eu nunca pararia de escrever… Sobre marcar o tempo, porque marcar o tempo é algo íntimo, são simplesmente fragmentos da minha vida, explicar sobre isso ainda é complicado. Falar sobre minha vida é uma história sem fim.

Postado 20/11/2014 às 17h09
Orkut
Ji-Chan

Ji-Chan

20 anos, solteiro(a)
São Paulo / SP

: P

~Nyappy o(???)o